7.3.10

As mulheres de minha vida

“Ser um homem feminino, não fere o seu lado masculino;
Se Deus é menina e menino, Sou masculino e feminino.”



Olá amigos

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e é uma data que representa a luta da mulher pelos seus direitos. Mas para homenagear o dia vou falar de 4 mulheres que são para mim a representação de toda essa luta: Minha avó, minha mãe e minha mulher e minha filha.

Primeiro quero falar da minha avó Teresa, nordestina (paraibana de Cabedelo), mãe aos 16 anos, costureira e rendeira como nunca vi em minha vida, casou com um vendedor, nascido em família que respirava política e socialista até o osso.

Lutando contra toda dificuldade econômica a qual o nordestino esta destinado, minha avó muitas vezes deixou de comer para que minha tia e meu pai tivessem o que comer.

Logo depois que meu pai nasceu, eles vieram para o sul em busca de um sonho, mas encontraram a dura realidade dos excluídos. Nesse meio tempo minha avó que passava as noites na maquina de costura vai juntando tostões até que conquista o grande sonho da vida dela: compra um apartamento.

Não era um apartamento de luxo nem bem localizado, era uma kitinete no centro de Niterói, mas para ela era o palácio mais lindo do mundo.

Agora vou falar de minha mãe Carmen, paulista de Campinas, tem pólio antes de 1 ano, sobrevive mas a seqüelas são para toda vida. Minha mãe levada por meu avô se muda para a Argentina (ACM) em busca de tratamento, e retorna anos mais tarde, já andando com a ajuda de aparelhos ortopédicos.

Minha mãe nada e anda sem aparelho, trabalha, anda de ônibus e é uma mulher lindíssima. Dona de um sorriso contagiante e de uma alegria singular, mesmo diante de todas as dificuldades que a vida lhe impôs. Ela se casa com meu pai aos 18 anos, nasço eu e um ano depois meu irmão.

Após a morte de meu pai, ela assume o controle da família e faz dessa luta sua vida. Mulher guerreira de quem herdei o bom humor, mesmo diante das dificuldades. Hoje ainda lutando contra suas pernas e pelo direito de andar livremente, passa aos filhos e netos a sua garra pela vida.

Agora vou falar de minha mulher Sônia, uma fluminense de Niterói, pequenina, lindíssima e dona de um gênio forte na luta pela defesa daquilo que ela julga ser o certo. Mulher que me ensinou o valor da família, do amor pelos filhos e pelo que é certo. Minha companheira de luta, que ficou na retaguarda cuidando de tudo para que eu pudesse estudar, trabalhar com tranqüilidade.

Cuidou de tudo e de todos mantendo todos “arrumadinhos”, mulher que sabe como poucas o valor de estar junto, valorizando o entendimento e não as brigas. Brigas? Sempre tem, mas com um peso mínimo. Mas o que ela me deu nada supera: Meus filhos.
Agora vou falar da minha filha Ana Clara, minha luz, meu espelho, blogueira, risonha e traça de livros como o pai. Menina inteligente, com um senso de humor bem legal dona de blog bem legal.

Jóias preciosas, que hoje iluminam e encantam nosso lar. Motivo de orgulho e tranqüilidade, pois sei que eles serão melhores pais e maridos do que eu fui que sabem o valor de uma grande mulher na vida de um homem.
Eu tive sorte tive um monte delas, mas essas três me fizeram ser quem hoje eu sou.

In Infinitum

Robson Freire

2 comentários:

historiadigital.org disse...

É isso aí, amigo. Faça as devidas homenagens, pois elas merecem! Abração

Sergio Lima disse...

Opa Robson,

Parabéns pelas suas Mulheres e pela bela homenagem que fez pra Elas.

Verdade seja dita, não seríamos nada sem elas.

Abraços